terça-feira, 19 de abril de 2011

Sobre o mundo cão

Se cada cabeça é um mundo,
nesse mundo com os valores invertidos, 
preservar os seus é ser marginal.
Mandar convenções sociais pro inferno é ser extra-terrestre.

Se a simplicidade não satisfaz mais,
o que eu posso esperar desse mundo então?
Se o coração puro não se vez mais por trás de tanta carcaça,
manter o seu incorruptível é tolice?

Acho que não. 
Só sei que se a embalagem vale mais do que o presente, 
e todos correm pra comprar rolos e mais rolos de papel, 
não se importe comigo. Pra mim, embalagem serve pra rasgar!
Pode me entregar o meu presente até sem caixa, 
porque o que eu quero é brincar de ser feliz.
Eu quero é liberdade.

3 comentários:

Leonardo disse...

Muito bom !

Juriscred disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
pensando alto disse...

Infelizmente a gente vive nesse mundo. Não é questão de corromper nosso coração. Nossos valores não mudarão dentro de nós. Apenas vamos, vez por outra, dançar uma valsa mascarada. Quando acaba a valsa, tiramos a máscara.