Contam que um pai se esforçava muito para dar disciplina a seu filho. Tudo que ele queria era forjar um caráter bom em seu filho, para que aprendesse a enfrentar a vida. Foram anos investidos em educação, conselhos e até mesmo repreensões e castigos por seus erros.
Até que o pai decidiu nao mais reclamar, nem castigar, nem gritar, nem brigar com o filho. Assim, propôs que cada vez que o filho o desapontasse, cometesse algo que ferisse a alguém ou qualquer má ação, ele cravasse um prego na parede.
O filho inconsequente, como já era temido, começou a encher a parede de pregos e então, se queixou que quase já não havia espaço para mais. O pai lhe disse que para cada boa ação, motivo de orgulho, ajuda ou contribuição que ele desse, deveria tirar um dos pregos.
O tempo passou, muitos consertos foram feitos e o filho, aos poucos, conseguiu remediar todo o mal que já tinha feito ao seu pai. Feliz da vida, anunciou que a parede já estava livre dos pregos.
E o pai, passando as mãos sobre os buracos na parede, chorava. O olhar do filho denunciava que não conseguia entender o que estava acontecendo.
- Pai, entendi a lição. Muito obrigado por nunca ter desistido de mim. És um grande educador! Quero ser um pai assim! Como posso?
E com um suspiro, disse o pai:
E o pai, passando as mãos sobre os buracos na parede, chorava. O olhar do filho denunciava que não conseguia entender o que estava acontecendo.
- Pai, entendi a lição. Muito obrigado por nunca ter desistido de mim. És um grande educador! Quero ser um pai assim! Como posso?
E com um suspiro, disse o pai:
- Meu amor de pai é incondicional, mas te ensinar a viver foi muito difícil.
Suas mãos ainda deslizando pela parede...
- Assim como esta parede, cheia de cicatrizes, está o meu coração.
(Podemos cobrir os furos, mas a parede nunca vai ser a mesma. Bom é cravar menos pregos! Escutei esse conto aqui em Honduras, da minha tia querida. Sempre contagiando com sabedoria!)
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